sexta-feira, 9 de maio de 2008

Crónica- Então e o Talento?

Hoje em dia grande parte dos adolescentes ambicionam tornar-se figuras públicas e estimadas pelo público. Querem ser cantores, actores, modelos ou simplesmente "aparecer".Então e o talento?Na idade onde se decide o futuro, todas as atenções estão voltadas para o exemplo de vários jovens que fazem carreira como actores na televisão.Quando esta ambição fala mais alto são tomados, por vezes,actos desmedidos para atingir o tão desejado fim: a fama.Estes jovens precisam de alguém que os ajude a manter os pés bem assentes na terra. Alguém que não os deixem sonhar demasiado, de forma a que não confundam a fantasia com a realidade.Os jovens sonhadores não se podem esquecer que são os adultos de amanhã e que têm que tomar as decisões fulcrais para a sua vida.Não devem nunca desistir dos seus sonhos caso teham talento! Mas não devem tomar decisões prejudiciais para a sua vida, tais como o abandono escolar, apenas para seguir em busca da fama.Jovens: não queiram ser famosos com a quarta classe!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Crónica-Wrestling à portuguesa!

A segurança nas escolas portuguesas deixa muito a desejar. Principlamente, no que concerne à segurança dos professores nas salas de aula.
Diariamente, a comunicação social dá conta de relatos de docentes que são agredidos por alunos. Tal como uma verdadeira luta do popular desporto "wrestling".
Mas não são só os docentes que são agredidos. Os alunos agridem-se mutuamente, desencadeando uma nova era: a era do "bulling".
As agressões verbais e físicas são constantes e ninguém, de um modo geral, faz por alteral esta rotina diária.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Crónica- A Influência dos Mass Media na População Portuguesa

Os Mass Media têm uma grande infulência na população Portuguesa.
Os portugueses são uma das nações que mais assiste a programas televisivos e radiofónicos. Com muita frequência, somos "bombardeados" com notícias injuriosas, reality shows enfadonhos, telenovelas e séries sempre baseadas numa história que se repetem vezes sem fim, entre outros. É a televisão, mais concretamente, os noticiários que relatam o que se passa no nosso país e no resto do Mundo. A televisão formata opiniões. Os críticos e os comentadores fornecem a sua opinião pessoal ao público que muitas das vezes a adopta como o seu modo pessoal de ver um certo e determinado assunto.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O que é a Poesia?

Poesia é talvez o género literário mais impotante da literatura Portuguesa. É o género literário onde se exprimem os sentimentos, as emoções, os desejos, os sentidos, ...
O poema desponta no leitor várias e diversificadas emoções. Existem poemas que ao serem lidos nos deixam extasiados e outros que nos deixam melancólicos.Isto ocorre quando ao ler o poema o transpomos para a nossa vida.

Florbela Espanca-(1894 – 1930)


Florbela Espanca foi uma grande figura da poesia portuguesa no inicio das décadas do século XX. Na minha opinião a poetisa deixa transparecer nos seus poemas o seu estado de espírito e as suas histórias de vida.Florbela escreve com uma linguagem própria, retratando a natureza e demonstrando sentimentos; a sua feminilidade deixa transparecer nos seus poemas uma veia sensual.
Uma das prinicipais marcas desta poetisa é o uso do soneto, o que atribui ao poema uma formação especial.


Aqui fica o poema que mais atenção despertou em mim:


Morte, minha Senhora Dona Morte,
Tão bom que deve ser o teu abraço!
Lânguido e doce como um doce laço
E como uma raiz, sereno e forte.
Não há mal que não sare ou não conforte
Tua mão que nos guia passo a passo,
Em ti, dentro de ti, no teu regaço
Não há triste destino nem má sorte.
Dona Morte dos dedos de veludo,
Fecha-me os olhos que já viram tudo!
Prende-me as asas que voaram tanto!
Vim da Moirama, sou filha de rei,
Má fada me encantou e aqui fiquei
À tua espera... quebra-me o encanto

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Biografia de David Mourão-Ferreira


Escritor e professor universitário português, natural de Lisboa. Licenciou-se em Filologia Românica em 1951. Em 1957, iniciou a sua carreira de professor universitário na Faculdade de Letras de Lisboa. Afastado desta actividade entre 1963 e 1970, por motivos políticos, foi professor catedrático convidado da mesma instituição a partir de 1990. Entretanto, mantivera nos anos 60 programas culturais de rádio e televisão. Em 1963 foi eleito secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Autores e, já nos anos 80, presidente da Associação Portuguesa de Escritores. Logo após o 25 de Abril de 1974, foi director do jornal A Capital. Secretário de Estado da Cultura em vários governos entre 1976 e 1978, foi também director-adjunto do jornal O Dia entre 1975 e 1976. A sua carreira literária teve início em 1945, com a publicação de alguns poemas na revista Seara Nova. Três anos mais tarde, ingressou no Teatro-Estúdio do Salitre e no Teatro da Rua da Fé. Publicou as peças Isolda (1948), Contrabando (1950) e O Irmão (1965). Em 1950, foi um dos co-fundadores da revista literária Távola Redonda, que se assumiu como veículo de uma alternativa à literatura empenhada, de realismo social, que então dominava o panorama cultural português, defendendo uma arte autónoma. Em 1950, publicou o seu primeiro volume de poesia — Secreta Viagem.Foi poeta, romancista, crítico e ensaísta. A sua poesia caracteriza-se pelas presenças constantes da figura da mulher e do amor, e pela busca deste como forma de conhecimento, sendo considerado como um dos poetas do erotismo na literatura portuguesa.Entre os seus livros de poesia encontram-se Tempestade de Verão (1954, Prémio Delfim Guimarães), Os Quatro Cantos do Tempo (1958), In Memoriam Memoriae (1962), Infinito Pessoal ou A Arte de Amar (1962), Do Tempo ao Coração (1966), A Arte de Amar (1967, reunião de obras anteriores), Lira de Bolso (1969), Cancioneiro de Natal (1971, Prémio Nacional de Poesia), Matura Idade (1973), Sonetos do Cativo (1974), As Lições do Fogo (1976), Obra Poética (1980, inclui as obras À Guitarra e À Viola e Órfico Ofício), Os Ramos e os Remos (1985), Obra Poética, 1948-1988 (1988) e Música de Cama (1994, antologia erótica com um livro inédito). Ensaísta notável, escreveu Vinte Poetas Contemporâneos (1960), Motim Literário (1962), Hospital das Letras (1966), Discurso Directo (1969), Tópicos de Crítica e de História Literária (1969), Sobre Viventes (1976), Presença da «Presença» (1977), Lâmpadas no Escuro (1979), O Essencial Sobre Vitorino Nemésio (1987), Nos Passos de Pessoa (1988, Prémio Jacinto do Prado Coelho), Marguerite Yourcenar: Retrato de Uma Voz (1988), Sob o Mesmo Tecto: Estudos Sobre Autores de Língua Portuguesa (1989), Tópicos Recuperados (1992), Jogo de Espelhos (1993) e Magia, Palavra, Corpo: Perspectiva da Cultura de Língua Portuguesa (1989). Na ficção narrativa, estreou-se em 1959 com as novelas de Gaivotas em Terra (Prémio Ricardo Malheiros), os contos de Os Amantes (1968), e ainda As Quatro Estações (1980, Prémio da Crítica da Associação Internacional dos Críticos Literários), Um Amor Feliz, romance que o consagrou como ficcionista em 1986 e que lhe valeu vários prémios, entre os quais o Grande Prémio de Romance da APE e o Prémio de Narrativa do Pen Clube Português, e Duas Histórias de Lisboa (1987). Deixou ainda traduções e uma gravação discográfica de poemas seus intitulada «Um Monumento de Palavras» (1996). Alguns dos seus textos foram adaptados à televisão e ao cinema, como, por exemplo, Aos Costumes Disse Nada, em que se baseou José Fonseca e Costa para filmar, em 1983, «Sem Sombra de Pecado». David Mourão-Ferreira foi ainda autor de poemas para fados, muitos deles celebrizados por Amália Rodrigues, tal como «Madrugada de Alfama». Recebeu, em 1996, o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.

Poema- Mãe

Mãe,
Tu és a mais esplendorosa das mães.
Tu és a mais bela das Mulheres.
És a figura mais humana que alguma vez conheci.
O teu colo é o mais afável dos colos.
O teu beijo é o mais afectuoso dos beijos.
O teu carinho é o mais confortante dos carinhos.
O teu sorriso é o mais sincero dos sorrisos.
O teu abraço é o mais aconchegado dos abraços.
O teu olhar é o mais puro dos olhares.
O teus cabelos os mais delicados cabelos.
A tua pele é a mais macia das peles.
A tua voz é a mais suave das vozes.
O teu amor é o mais verdadeiro de todos os amores,
Por essa razão, tenho orgulho de dizer:
Sempre te amei,
Amo-te,
Sempre te irei amar.
Aconteça o que acontecer,nunca ninguém nos conseguirá separar.
Mesmo se algum dia desapareceres,
Dentro de mim fica a lembrança
De nunca te esquecer,
Mãe.